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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

RIO: CÃO ACOMPANHA A DONA POR DOIS DIAS MORTA E DEITA-SE AO LADO DO LUGAR ONDE ELA FOI ENTERRADA

Vai levar algum tempo para absorver-se  de fato tudo ou parte das histórias terríveis ou maravilhosas  todas ligadas a essa tragédia. Essa é apenas uma delas.


TRAGÉDIAS NO RIO, UMA MENSAGEM BÍBLICA QUE VOCÊ TEM QUE CONHECER

                   Cão segue a dona morta por dois dias e permanece junto a cova em que ela foi enterrada

Decididamente após o conhecimento público da tragédia ocorrida em três cidades do Rio de Janeiro, a pergunta que se faz como em todas as ocasiões como essas, é exatamente, por que? por que? Principalmente após serem levadas a conhecimento em detalhes a todos nós, sem redundância, pela mídia televisiva e digital como a web, entre outras. Quem não se coloca no lugar de cada vítima, de cada família, de cada história de sobrevivente, órfão de filhos ( a dor mais contundente ), órfãos de pais, de avós, de tios, de primos, de vizinhos de amigos, de patrões, de empregados e de lugar, pois nessas últimas tragédias, nem o  lugar material restou para transferência e reedificação nem que fosse por terceiros futuramente.

Muitos ou todas as vítimas ficaram também reféns da memória familiar, da história familiar pela perde definitiva de fotos, álbuns de família, de casamento, de batizados, de batismos, de fé religiosa. Quantos não foram os terços, os santos, os pais de santos, as Bíblias, os Alcorões, os livros de ideólogos comunistas, de filósofos e pensadores ateus, de tratados acadêmicos sobre a mais refinada leitura da realidade. Foram embora os diplomas, das graduações, das pós graduações, de mestrados,de  doutorados guardados em casa, pendurados na parede ou guardados em arquivos domésticos e todo conhecimento e compreensão se foi igualmente na mente dos mortos com a velocidade de um raio.

Quão humilhados fomos todos na nossa arrogância e quão reveladora, foi de fato, a nossa impotência. Fomos igualados apesar da nossa estrutura social compartimentada, hierarquizada, que de modo lógico organiza e determina que uns têm mais, sabem mais, podem mais decidem e compreendem, e outros menos. Fomos igualados por baixo, definitivamente, os mortos fatidicamente, e os vivos que poderão, se formos humildes, tirarmos do episódio, alguma lição, aliás a única e verdadeira lição. Mas a pergunta permanece: por que? por que?

Religiosos, todos que durante períodos de bonança se esforçam o mais sinceramente para apontar um caminho, uma condição ideal e um modo melhor de se viver, são igualmente encurralados e cobrados a darem uma resposta. Essas respostas vêm de algum modo nos púlpitos, nas ações solidárias, no sentimento de partilha, de ajuda, de consolo e são todas, nesse sentido legítimas. desaparecendo aí quem é A ou B, todos estendendo a mão ao irmão dentro da mais aceitável cultura de um país que se diz cristão. Padres, pastores de diferentes igrejas, espíritas, umbandistas, ateus, agnósticos, comunistas, capitalistas, futebolistas, artistas, todos aparentemente são tocados e fazem alguma coisa. Numa tragédia ocorrida em Santa Catarina no ano passado, presos de uma penitenciaria cederam uma parcela de seus lanches diários para serem enviados às vitimas daquela tragédia. Mas por que isso de fato acontece? 

Muitas são as respostas rápidas aventadas e a vontade de Deus não é descartada. De fato os que se humilham diante da idéia de existir um Criador têm mais possibilidades de se erguerem como verdadeiros sobreviventes dessas terríveis tragédias. Os que se remoerem em lamurias e pensamentos  negativos, sofrerão certamente uma segunda perda, uma segunda desgraça que se estenderá fatalmente até seu último suspiro. Algumas compensações só podem vir com grande autruismo ou grande desprendimento, de fato bastante criatividade, visão mesmo. Egoístas estão fadados a cultivarem as maiores amarguras e serem, de fato, de se tornarem no decorrer dos anos o mais tácito exemplo de como não reagir e o que não fazer após um acontecimento como esse sobre a sua própria existência.

sábado, 15 de janeiro de 2011

TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO SAIBA MAIS

A Rede Record de televisão e a Record News mais uma vez prestam excelente serviço à cidadania fazendo uma cobertura, não sensacionalista mas trazendo os fatos e fazendo deles a leitura correta, enfatizando o lado humano de cada situação, proporcionando aprendizado e humanização em um momento tão difícil não só para os diretamente envolvidos para todos nós.

Veja a seguir trechos de algumas reportagens esclarecedoras sobre esse terrível momento pra o Rio de Janeiro e para o Brasil.












Fonrte: Rede Record de televisão/ Record News/ R7.com


O historiador Rodrigo Fampa diz ter vivido uma experiência sem precedentes quando conseguiu chegar à região do Vale do Cuiabá, em Petrópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro – que foi severamente atingida por deslizamentos de terra e enchentes nos últimos cinco dias - e observou um cenário de guerra. Ele e amigos estiveram na região para levar donativos. 

- Tinha muita sujeira para todos os lados, estava tudo destruído. A lama tem um cheiro de esgoto, o rio que transbordou na região não é limpo. 

Fampa relata ainda que observou vários carros destruídos, casas despedaçadas e o mais impressionante, para ele, foi encontrar ao longo do percurso dezenas de escombros de casarões, aparentemente de famílias ricas.

- É possível deduzir que as casas que vi despedaçadas são de pessoas ricas por que as residências dos vizinhos que ficaram em pé eram de alto padrão. 

Apesar de ter conseguido alcançar o topo da região (inclusive ultrapassando a mansão onde toda a família Connolly morreu), Fampa disse que a entrada para o Vale do Cuiabá está bloqueada e o acesso apenas é permitido para moradores e parentes. O historiador foi ao local, como dezenas de pessoas, espontaneamente para entregar doações e mantimentos para a população. Entre os itens, estavam colchões, geladeira, micro-ondas, roupas, alimentos e água. 

O historiador ressalta que moradores da região estão se precavendo contra saques e outros roubos, já que há informações de que alguns comerciantes de Petrópolis teriam sido saqueados e que casas mais intactas foram arrombadas. As denúncias motivaram a chegada de equipes de policiais, que rondam o bairro na tentativa de evitar novos acontecimentos. 

- Alguns moradores me falaram que viram pessoas roubando rodas de veículos que estavam capotados. 

Fampa afirmou que assim que chegou no topo do Vale do Cuiabá presenciou trabalhadores de um haras, que fica ainda mais ao norte e que estava, até o momento, isolado, descendo em direção aos caminhões que seguiam com donativos. 

Tragédia

O forte temporal que atingiu o Estado do Rio de Janeiro na terça-feira (11) deixou centenas de mortos e milhares de sobreviventes desabrigados e desalojados, principalmente na região serrana.
As cidades de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto foram as mais afetadas. Serviços como água, luz e telefone foram interrompidos, estradas foram interditadas, pontes caíram e bairros ficaram isolados. Equipes de resgates ainda enfrentam dificuldades para chegar a alguns locais.

Fonte: R7.com

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